<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-20167762</atom:id><lastBuildDate>Wed, 06 Jan 2010 14:25:54 +0000</lastBuildDate><title>Os que não foram fora</title><description>Oi pessoal! "Os que não foram fora" são os textos, poemas e poesias que sobreviveram à autocrítica. Sempre quis editar um livro mas vou escrevendo na mesma medida em que vou selecionando os textos e jogando alguns fora. Por essa e por outras, não consegui pensar num título que representasse um conjunto de poesias que eu queria editar. Foi quando me deram uma sugestão de título que eu gostei: "as que não foram fora".</description><link>http://caerojas.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>75</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-155740743746598212</guid><pubDate>Mon, 26 Oct 2009 22:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-29T13:07:46.233-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu puder voar&lt;br /&gt;antes de chegar ao chão&lt;br /&gt;o chão voará,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voará por entre as árvores...&lt;br /&gt;que estarão cantando,&lt;br /&gt;A revoada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o vento e o nada, que são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E às passadas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aos saltos e foles,&lt;br /&gt;as notas serão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é o vento,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entoando sua canção de ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;soando o movimento&lt;br /&gt;as vidas que vão,&lt;br /&gt;nas músicas que voam,&lt;br /&gt;Vão levantando vôo&lt;br /&gt;levam a enlevar,&lt;br /&gt;Os vôos,&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-155740743746598212?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2009/10/o-chao-se-eu-puder-voar-antes-de-chegar.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-8233134616796830693</guid><pubDate>Wed, 02 Sep 2009 04:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-01T21:55:00.656-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Qualquer coisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de escrever nas horas vagas. Mas se escrever é uma tarefa, sinto a preguiça chegando, invadindo a minha sala e me dizendo que está com saudades. No entanto, logo me diverti com a idéia de que posso escrever qualquer coisa. Principalmente quando ficou claro que “qualquer coisa” é uma concessão. “Qualquer coisa” é uma coisa, assim, tipo, sei lá, que tem a ver. Não é qualquer coisa. É uma coisa específica.&lt;br /&gt;Mas então que coisa seria essa?? A princípio, me parece uma coisa liberal, direcionada e objetiva. Só que depois de alguma análise, a coisa pode ser subjetiva também e até mesmo sem uma direção fixa. E como se não bastasse a simples complexidade da coisa toda, a coisa tem lá suas restrições. Enfim, é uma coisa realmente difícil.&lt;br /&gt;E foi pensando nessa dualidade da coisa que surgiram algumas soluções. A primeira foi a mais óbvia. Relembrando a sabedoria popular, sabemos que “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”. Ou seja, uma coisa é escrever “qualquer coisa”. Outra coisa é escrever uma coisa qualquer. Todavia, não satisfeito com o tratamento simplório dado à questão, surgiu a segunda possível solução: a coisa, nesse caso, seria uma coisa taoísta, que vai além da dualidade desse mundo de concepções equivocadas, incompletas e ilusórias. Para definir “a coisa”, seria necessário entender as nuanças entre muitos extremos e opostos que se sobrepõem, delineando assim o caminho de sua compreensão.&lt;br /&gt;Contudo, o significado real da coisa ainda não parecia contemplado. Foi quando descobri uma terceira solução e esta sim, me passou mais segurança e satisfação: percebi que a coisa não precisava ser conceituada ou explicada. A coisa, em si, não carregava sua auto-definição. A coisa era o reflexo direto da intenção. Se a intenção fosse correta, não escreveríamos qualquer coisa. E por outro lado, com a intenção correta, poderíamos escrever qualquer coisa.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-8233134616796830693?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2009/09/qualquer-coisa-gosto-de-escrever-nas.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-1606884081398441250</guid><pubDate>Wed, 02 Sep 2009 04:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-01T21:53:20.421-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra que amassar as folhas da grama,&lt;br /&gt;sem passar por ela?&lt;br /&gt;Pra onde perder o olhar,&lt;br /&gt;que sequer se encontrou?&lt;br /&gt;Como ouvir as músicas da água,&lt;br /&gt;se não se ouve a própria respiração?&lt;br /&gt;Por quanto se espera pra sorrir,&lt;br /&gt;se o sorriso é estar aqui?&lt;br /&gt;Qual a vida que se liberta,&lt;br /&gt;se a vida é liberdade?&lt;br /&gt;O que é que fará o teu dia,&lt;br /&gt;se não basta o amanhecer?&lt;br /&gt;Quando haverá a beleza,&lt;br /&gt;senão quando o sol nascer?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-1606884081398441250?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2009/09/liberdade-pra-que-amassar-as-folhas-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-8297048804574121882</guid><pubDate>Mon, 08 Jun 2009 09:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-08T02:47:36.782-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tele-marketing&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O guri não atende ao telefone, está ocupado desenhando. E deixa o telefone tocar, porque sabe que ainda não sabe atender direito. O pai vem correndo atender, dá um “alô” meio ofegante. O guri logo se interessa, pára de desenhar e fica olhando o pai ao telefone. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;E o pai diz: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Não, não. Não. Não, muito obrigado. Não, eu realmente não quero, obrigado. Não, olha, obrigado, obrigado mesmo, mas eu não quero. Então. Eu fico muito agradecido, realmente, muito obrigado, mas não, obrigado. É, não, não quero não. Nããão, nããão... mas obrigado, viu? Infelizmente, minha resposta é não. Pois é, desculpe, mas não... Não, obrigado. Tchau-tchau.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Antes de voltar a desenhar, o guri fica pensativo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Pai, aquilo que você não queria...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- O que é que tem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O guri pensa mais um pouco. E conclui:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Tem certeza?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-8297048804574121882?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2009/06/tele-marketing-o-guri-nao-atende-ao.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-6746101780036965589</guid><pubDate>Wed, 11 Feb 2009 11:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T06:25:54.955-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Elevadores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todos tinham aquela expressão de elevador. Aquele silêncio de elevador. A respiração de elevador, o pensamento de elevador, a postura de elevador. A disposição itinerante, a fixação na busca ávida da luzinha que indica o fim da agonia - e finalmente, o andar que se quer descer.&lt;br /&gt;De repente, há uma palavra imprópria para elevadores, obviamente proibida à etiqueta em elevadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Oi...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era uma palavra que soava como um pouso de pára-quedas um tanto singular, isto é, num elevador. Além disso, a palavra descabida não era ninguém falando ao celular, não era um cumprimento discreto para alguém ali dentro. Era, de fato, só um “oi” mesmo. Daqueles que socializam. Um “oi” bem intencionado, simples, sem grandes pretensões. Quer dizer, simpático. Daqueles que socializam.&lt;br /&gt;Mas dentro do elevador. Fechado. Fechado, isolado, cerrado  e  em movimento, com pessoas dentro, entende? Daquelas que apertam os botões discretamente, ou que dizem “Ahm... quinto, por favor...”. Quer dizer, pessoas de verdade, passageiros, itinerantes, que entram no contexto da realidade de elevador. E que não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;sabem o que fazer: pessoas que olham para cima, que olham para baixo, que olham para a porta, que olham no celular ou que olham para um nada específico, quando por uma dádiva divina, ainda há um. São pessoas de elevador, que realmente não têm escolha. Ou até têm, afinal sempre se pode usar a escada. Mas agora já estavam ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas, como aquilo não podia estar acontecendo, só duas ou três pessoas se dignaram a olhar para trás e, antes que pudessem pôr seus olhos nos nadas de elevador novamente, acalmar seus corações e voltar aos seus pensamentos cotidianos e peculiares, tiveram que ouvir de novo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Oi!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agora sim. Agora, ainda mais alegre, o “oi” havia transcendido seu aspecto transgressor da ética, dos bons costumes, da educação e da etiqueta em um elevador. Quer dizer, a moral do elevador já não importava mais. Naquele elevador, já não se tratava mais de enfrentar meros constrangimentos ou de afrontas aos itinerantes. Pois que agora, aqueles itinerantes tornavam-se os escolhidos pela vida, pelo tempo, pelo destino, enfim. Pelo elevador. E era preciso sabedoria para presenciar com firmeza o momento, o exato momento, em que a convivência em elevadores talvez mudasse e nunca mais fosse a mesma. Toda  a situação era  provavelmente um marco biográfico, uma experiência única, algo que só ocorre a cada cinco ou seis eclipses, um contato imediato com algum tipo de vida alienígena, sei lá. E a vida alienígena ainda resolveu acrescentar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Tudo bom?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Também não era um vendedor, tampouco uma criança e nem mesmo um moço do campo com costumes menos urbanos, tentando puxar conversa. Não era ninguém pedindo esmola e não era alguém cordial, que procurava chamar a atenção para algo que pudesse ter caído do bolso de outrem.&lt;br /&gt;Não. Para o terror de todos, era uma jovem de ar disposto dizendo um “oi” simpático - daqueles que socializam - como se não estivesse em um elevador. Ou, pior ainda, como se simplesmente ignorasse o fato. Vai saber se os alienígenas usam elevadores. Além disso, a moça se vestia bem, não aparentava insanidade mental. Tinha os olhos vivos, uma expressão saudável. Pelo menos para uma alienígena. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em seguida, um senhor mais à frente resolveu voltar-se e encarar a jovem alienígena. Se ela dizia "oi” em elevadores, teria que pelo menos se dispor a suportar a sua antipatia, afinal, não se diz um “oi” socializador como aquele dentro do elevador impunemente. Se a moça tivesse pelo menos assistido a um ou dois filmes de ficção científica já saberia como os extraterrestres podem ser  incivilizados. Não seria surpresa alguma se ela estivesse ocultando um “laser” destruidor  dentro da pochete, esperando o momento propício para agir. Era preciso detê-la o quanto antes. E foi para isso que o senhor da frente estufou o peito, virou-se e encarou a moça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas nada a atingia. Nada a intimidava. Para a senhorita alienígena é como se o elevador e a sua moral fossem uma realidade paralela, uma mera ilusão. Talvez fosse a volta do messias, em forma de mulher, aparecendo pela primeira vez em um elevador, só pra testar a receptividade das pessoas. Podia ser uma campanha publicitária de pasta de dente, já que  o mau hálito não permitiria proferir um "oi" coletivo daqueles num elevador cheio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Contudo, antes que o senhor da frente encerrasse seu olhar reprovador, a moça disse, logo em seguida ao aterrorizante  “Tudo bom?”, que estava fazendo uma pesquisa de campo e...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Minha primeira pergunta é... o senhor socializa em elevadores?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-6746101780036965589?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2009/02/elevadores-todos-tinham-aquela.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-1125092913512747498</guid><pubDate>Tue, 27 Jan 2009 09:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-27T01:17:18.689-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Azul da manhã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há um azul do dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desde a manhã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;há uma música azulada e fria,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;que os olhos amanhecem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;com o infinito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há uma manhã,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;infinitamente sã,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;que nasce todo dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e toca a música que guia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;o olhar bonito. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-1125092913512747498?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2009/01/azul-da-manha-ha-um-azul-do-dia.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-6253976782047351235</guid><pubDate>Wed, 29 Oct 2008 01:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-24T03:03:41.456-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hermenegildo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É óbvio que se você é o Hermenegildo, piadas com seu nome e afins já deixaram de ser interessantes há muito tempo. “Hermenegildo” não é engraçado. A maioria das pessoas só não percebeu ainda porque a maioria não se chama Hermenegildo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas receber um nome como Hermenegildo e ter que aturar as situações que surgem por conta disso, não é o único, nem o maior problema do Hermenegildo. A questão é que não é fácil ser a pessoa, a personalidade, o ser humano em si, a individualidade e a peculiaridade cuja alcunha é, por culpa do destino ou de seja lá o que for, Hermenegildo. Isso porque um Hermenegildo não tem muitas opções: ou o indivíduo nunca supera o próprio nome, quer dizer, receberá sempre mais atenção por conta do seu nome peculiar do que pela pessoa que de fato é, ou então “Hermenegildo” será só uma piada de mau gosto da vida: que não passa de uma pequena e, quem sabe, divertida parte de toda uma personalidade, isto é, apenas um detalhe curioso a respeito do grande, do notável, do interessantíssimo e muito, muito bem apessoado, Hermenegildo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Como??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Hermenegildo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ah. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ser nomeado Hermenegildo é inegavelmente um desafio extra. Se o Hermenegildo fracassa, quer dizer, perde o emprego ou a namorada, investe num negócio que acaba não dando certo ou qualquer outra situação semelhante, a maioria freqüentemente procura pensar positivo porque poderia ser pior, mas acaba por concluir em seguida:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ainda por cima o nome do cara era Hermenegildo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ou ainda mais fatalista:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Também, com um nome daqueles, não ia dar certo nunca!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por outro lado, o Hermenegildo tem a vantagem de conhecer melhor as pessoas. Fica mais fácil separar os imbecis dos decentes e os falsos dos honestos no primeiro momento em que são apresentados. A reação ao ouvir “prazer, Hermenegildo...” com certeza serve como uma avaliação psicológica. Algumas pessoas tendem a repetir o nome em tom de pergunta. Outras tentam disfarçar a surpresa com um notável desembaraço: “posso te chamar de Gil?”. E outras preferem “Menê”, que apesar de também não ser uma ótima solução, evita confundir com algum Gilberto. Contudo, nenhuma personalidade surpreende mais do que a senhora que ouve “Hermenegildo” e não esboça nenhuma reação em especial. É claro que, mais tarde, o psicólogo descobre que a singular senhora se chama Gilda, é casada com o Hermen e, logicamente, tem um filho: o Hermenegildo. Dona Gilda fica menos nervosa porque durante a consulta, o Menê fica trabalhando com o Hermen, que antes era Emerson, como consta na carteira de identidade. O que é uma corruptela estranha, é verdade, mas a questão não é essa, a questão é que o filho dela explode de raiva toda vez que ela o lembra de ir tirar o próprio RG, e Dona Gilda com o coração apertado argumenta: "mas Hermenegildozinho...". E não adianta,  ele se irrita e ela não sabe por quê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É obviamente uma suposição comum. O senso estético ou a perspectiva particular dos pais, aliada à conseqüência inevitável da junção dos nomes “Hermen” com “Gilda”, resultou em Hermenegildo. Tudo bem, acontece. É preciso entender isso, acontece. O que não dá pra entender é quando logo depois de cumprimentar o Hermenegildo, você estende a mão para ser apresentado ao Hermenegildo Júnior. Quando falamos em Hermenegildo Júnior, não sabemos mais com o que estamos lidando. O Hermenegildo foi um acidente, mas Hermenegildo Júnior é um incidente. E perigoso, porque se um Hermenegildo pode chegar a ser um sujeito bastante revoltado, o Hermenegildo Júnior, então, será capaz de qualquer coisa. Para um Hermenegildo Júnior, nomear o filho como uma homenagem ao pai, é o de menos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-6253976782047351235?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2008/10/hermenegildo-bvio-que-se-voc-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-8332348427998168717</guid><pubDate>Fri, 29 Aug 2008 02:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-28T20:00:43.813-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Juvena&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Juvena era trabalhadora. Dizia que não era questão de dignidade, era questão de inteligência: quem queria entender a vida e crescer em qualquer direção, tinha que aprender a trabalhar. Dizia isso, enquanto esfregava alguma coisa e esbarrava na vassoura, pela milionésima vez. Era o hábito que não perdia, vivia derrubando a vassoura a cada cinco minutos.&lt;br /&gt;Todos sempre elogiavam a limpeza de Juvena e ela sustentava uma pose característica, orgulhosa. Declarava sua paixão pelo serviço bem-feito. E em seguida, derrubava a vassoura de novo.&lt;br /&gt;As pessoas se incomodavam com a vassoura caindo de cinco em cinco minutos, claro. Mas raramente comentavam, porque a Juvena era um tipo difícil de achar: honesta, trabalhadora, confiável e eficiente. E daí se derrubava a vassoura a cada cinco minutos?&lt;br /&gt;E no caso, “a cada cinco minutos” não era exagero. Juvena tinha tanta energia que por onde passava, parecia que havia pelo menos cinco mulheres limpando, conversando e derrubando vassouras. Além de tudo, Juvena tinha uma iniciativa inteligente, colocava-se ao trabalho sem precisar de muitos direcionamentos e tudo o que pudesse ser além de sua alçada, ela mesma perguntava e descobria. Por isso mesmo, nunca tivera problemas comuns de diaristas e empregadas domésticas que costumam quebrar ou estragar as coisas tentando limpá-las.&lt;br /&gt;Juvena era tão boa no que fazia e tão enraizada nos valores que primavam pela qualidade que chegava a provocar sérias indagações em certos patrões mais abastados. Não entendiam como uma mulher com idéias tão claras a respeito da vida e da capacidade do ser humano, podia estar ali, simplesmente limpando a casa. Mas logo que viam a dona de pensamentos tão lúcidos derrubando a vassoura de cinco em cinco minutos, de certa forma, as indagações iam se dispersando.&lt;br /&gt;E mesmo entre trabalho e mais trabalho ainda, Juvena arrumou um namorado. E no segundo dia de namoro, ele disse a ela: você é uma mulher quase perfeita. Só precisa aprender a não derrubar essa maldita vassoura, de cinco em cinco minutos. Até parece que você não sabe o que está fazendo.&lt;br /&gt;Juvena terminou o namoro no terceiro dia. No dia seguinte, não derrubava mais vassouras. E no outro dia, sentiu-se tão cheia de si, tão perfeita por não derrubar mais a vassoura, que se demitiu. Inventou uma pequena presilha para evitar que vassouras caíssem quando mal posicionadas. Ficou milionária e ainda diz que só não inventou a caneta bic porque chegaram antes dela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-8332348427998168717?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2008/08/juvena-era-trabalhadora.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-388604591424391095</guid><pubDate>Tue, 13 May 2008 05:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-12T22:36:14.054-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;De sol&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Dos ares da manhã&lt;br /&gt;se vê teu gesto de sol:&lt;br /&gt;onde nasce a alma sã,&lt;br /&gt;onde o dia que canta, não está só.&lt;br /&gt;E o nascer dos olhos, que há em ti&lt;br /&gt;me lembra dos pássaros,&lt;br /&gt;cantando por aí.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-388604591424391095?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2008/05/de-sol-dos-ares-da-manh-se-v-teu-gesto.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-262173827208930339</guid><pubDate>Fri, 02 May 2008 07:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-24T03:19:39.484-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você vai?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As mais simples relações sociais nacionais ainda podem ser bastante confusas. Uma mesma conversa pode ter diferentes significados, tudo depende de um entendimento abstrato e intangível que só nós brasileiros entendemos, ou quase entendemos. Por exemplo, na hora de marcar alguma coisa:&lt;br /&gt;- Legal, legal. Então... você vai?&lt;br /&gt;Nesse momento cria-se uma tensão surda. Tão surda que o outro até pergunta:&lt;br /&gt;- Ahn?&lt;br /&gt;- Perguntei se você vai.&lt;br /&gt;É aqui, nesta reafirmação, que o ego de quem pergunta se levanta de repente, desembainha uma espada e atira, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;aos brados, o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;desafio: “Em guarda, soldado!! Aceita-me agora e pouparei tua vida, infeliz miserável!!”&lt;br /&gt;E o outro, meio desconcertado, responde:&lt;br /&gt;- Ahm... vou sim. Quer dizer, vou tentar ir, com certeza.&lt;br /&gt;Sim! É a resposta do fidalgo, outrora despreparado para o combate!! Mas agora, meus convivas, agora a ofensa foi instigada... o desafio é eminente!! O ego desafiante expôs o próprio peito em franca contenda, perguntando se você vai!&lt;br /&gt;Em outras palavras, você deve, portanto, decidir se vai ser um antipático insensível e recusar, ou se vai dar uma desculpa esfarrapada, ou ainda, se vai, enfim, para lá mesmo, para onde está sendo convidado:&lt;br /&gt;- E que comam o pó da terra, aqueles que desafiam a estabelecida simpatia subjacente social brasileira!!&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Ahm, nada. Que bom que você vai. A gente se vê lá, então.&lt;br /&gt;Afinal, não importa o quanto o outro quer ir ou não. Não se pode deixar de comparecer com a simpatia brasileira assim, de repente, como se sinceridade fosse artigo de armazém.&lt;br /&gt;Mas há ainda outra questão. Dependendo da entonação da pergunta, pode não ser um desafio e a resposta, por sua vez, também pode não ser uma mentira diplomática. Algumas pessoas dizem que tentam ir e, por estranho que possa parecer, de fato tentam. Umas conseguem, outras não. Contudo, há aquelas que, favorecidas pelo destino, não tentam nada e simplesmente vão - mas não por causa do convite: são pessoas que simplesmente acabaram indo parar lá, no mesmo lugar que você. Pura coincidência. Em seguida ,recebem aquele "que bom, você veio!". E se aproveitam disso:&lt;br /&gt;- É claro que eu vim! Mas que coisa, rapaz.&lt;br /&gt;É a virada! A repentina mudança do destino, o destino, aquele canalha que muda de amigos só pra se divertir.&lt;br /&gt;- É que você parecia que...&lt;br /&gt;- Pô. Até parece que você não confia.&lt;br /&gt;O ego desafiador, que provocava e que expunha o próprio peito ao combate, agora se envergonha da sua incivilidade:&lt;br /&gt;- Não, é que eu...&lt;br /&gt;- Eu não te disse que ia tentar vir??&lt;br /&gt;- Disse.&lt;br /&gt;Então o desafiado desfere o golpe final, sem qualquer demonstração de clemência:&lt;br /&gt;- Pois eu estou aqui ou não estou?!?!?&lt;br /&gt;E já que não tem como negar a presença de quem fisicamente pergunta, o assunto está encerrado - a  derrota eminente se fez triunfal e solene sobre o desconfiado desafiante.&lt;br /&gt;Os simpáticos cavalheiros, normalmente se cumprimentam após o combate, a tal simpatia subjacente mantém o ocorrido em segredo e não se fala mais nisso. Quer dizer, tudo acaba ali, no golpe final. Mas isso, é claro, se forem cavalheiros.&lt;br /&gt;- Aliás, você é que anda sumido. Não aparece mais...&lt;br /&gt;- Não, é que eu...&lt;br /&gt;Aqui, o ego desafiado não há de se contentar com a derrota do outro. Não! É preciso fazê-lo pagar pela ousadia, pelo atrevimento!&lt;br /&gt;- Você parece que não liga mais pros amigos... não aparece.&lt;br /&gt;E antes que o outro possa dizer, “bom, eu estou aqui, não estou?” para se defender, a espada da vingança penetra mais fundo no dorso do ego moribundo:&lt;br /&gt;- Pô, cadê você, cara?!?&lt;br /&gt;Contudo, mesmo após a derrota, o desafiante infamador corre pelas veladas planícies antipáticas, às vezes feliz por encontrar um pouco de antipatia, às vezes rabugento por não encontrá-la. Quando reencontra casualmente aqueles que empenharam sua palavra dizendo que estariam presentes, aqueles que aceitaram o convite só para manter a etiqueta da simpatia, regozija-se com o momento da vitória, lança-lhes o olhar de reprovação e, só pra começar, diz:&lt;br /&gt;- Pô, cadê você, cara?!? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-262173827208930339?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2008/05/voc-vai-as-mais-simples-relaes-sociais.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-6054611815744745920</guid><pubDate>Sun, 27 Apr 2008 21:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-27T14:34:57.344-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Afterwards&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;On rainy days,&lt;br /&gt;Every word is poetry&lt;br /&gt;For it is life that says, which soul is free,&lt;br /&gt;and what kind of rain comes,&lt;br /&gt;as freedom has to be.&lt;br /&gt;It comes rising with our words&lt;br /&gt;For each beam of light&lt;br /&gt;That drops the rain.&lt;br /&gt;All it is afterwards, once it stops for a while&lt;br /&gt;Is freedom rising again.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-6054611815744745920?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2008/04/afterwards-on-rainy-days-every-word-is.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-2326535363003207521</guid><pubDate>Sat, 19 Apr 2008 18:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-19T11:46:15.417-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Do mesmo ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando abrir o céu&lt;br /&gt;Será vista, a sinfonia.&lt;br /&gt;Quando rir ao léu&lt;br /&gt;e abraçar o dia&lt;br /&gt;antes da conquista&lt;br /&gt;só então se ouvirá&lt;br /&gt;a paisagem que se vê.&lt;br /&gt;Quando antes do sol, nascer&lt;br /&gt;um canto de sabiá&lt;br /&gt;nos olhos de caminhar&lt;br /&gt;será vista, a sinfonia&lt;br /&gt;tocando no ar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-2326535363003207521?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2008/04/do-mesmo-ar-quando-abrir-o-cu-ser-vista.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-838989145123060440</guid><pubDate>Fri, 07 Mar 2008 08:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-07T00:27:33.720-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Do ar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A cada nuvem que passa&lt;br /&gt;conto pedaços de céu&lt;br /&gt;tentando fotografar&lt;br /&gt;a música do ar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-838989145123060440?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2008/03/do-ar-cada-nuvem-que-passa-conto-pedaos.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-1961722775742211274</guid><pubDate>Tue, 26 Feb 2008 04:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-31T15:07:53.743-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Írio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Írio gostava de fazer nada. Mas não era um nada qualquer. Para Írio, encontrar com os amigos no bar sem hora pra voltar já era fazer alguma coisa. Aliás, muita coisa. Írio detestava quando diziam que iam ligar para ele pra “marcar de sair e fazer alguma coisa”. Era um exagero aquilo. Além de sair ainda tinham que fazer alguma coisa. Incomodava-se constantemente com esse tipo de atitude. E fazia questão de deixar claro que não simpatizava. Afinal, ele tinha mais o que não fazer.&lt;br /&gt;Írio era verdadeiramente um amante da “não-atividade”, um apaixonado pelo “fazer nada”. Estava sempre incomodado porque as pessoas eram umas desocupadas, viviam interrompendo o nada que ele estava fazendo. Por isso fazia questão de ressaltar que ninguém entende nada de nada e que a grande maioria não saberia reconhecer o nada se o visse, mesmo que estivesse debaixo do próprio nariz. Quer dizer, nada tem em todo o lugar, as pessoas não vêem porque não querem, porque não querem nem saber de nada.&lt;br /&gt;Mas o fato é que ele era obrigado a conviver com todos aqueles incautos e incivilizados, imersos em ignorância: e que viviam como se o nada não existisse. Quer dizer, como se o nada não fosse nada.&lt;br /&gt;- Vamos sair um pouco, Írio. Você não está fazendo nada...&lt;br /&gt;- Estou sim. E você está me interrompendo.&lt;br /&gt;- Mas... o que você está fazendo?&lt;br /&gt;- NADA!! Quantas vezes tenho que repetir?!?&lt;br /&gt;Assim que entrou na faculdade, Írio ficou viciado em trabalhar como fiscal nos vestibulares. Fazia-se muito pouco no começo das provas e minutos depois havia horas de nada pra fazer, plenas de nada inerente. Melhor ainda era quando tinha que esperar os candidatos que pediam tempo adicional. Írio freqüentemente se referia a eles como “meus preferidos”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em pouco tempo, profissionalizou-se e tornou-se um autônomo especializado em fiscalização de provas. Agendava sua semana pelas datas de concursos, exames psicotécnicos ou qualquer tipo de avaliação.&lt;br /&gt;Desde que houvesse bastante nada pra fazer, Írio não se importava com o dinheiro, apesar de já estar cansado de ouvir da sua família o tempo todo que “nada não enche barriga” e que nada não leva a nada. Mas, a verdade seja dita: nada convencia Írio. Selecionava cuidadosamente seus trabalhos pelo tipo de nada que proporcionavam. Írio era quase um especialista em nada, sabia valorizar o nada e executá-lo como poucos. Nada lhe dava, na verdade, mais satisfação. Não havia nada que não gostasse e sempre buscava um nada que fosse nada mesmo. Um nada que, a princípio, fosse nada, mas que no fundo, intimamente, fosse nada também. Um nada simples, verdadeiro, íntegro,... nada desses nadas que não valem nada. Quer dizer, um nada que valesse a pena.&lt;br /&gt;Havia poucos horários em que não fazia nada. Mesmo quando não estava trabalhando, Írio mantinha-se sempre muito ocupado fazendo nada em casa. Filosofava sobre o nada. E explicava que havia um ponto ideal para “o fazer do nada”, que era quando a noção de tempo começava a desaparecer.&lt;br /&gt;- O ponto ideal, é quando você já não sabe mais se ontem foi ontem mesmo e se hoje ainda é o hoje de ontem, ou se, na verdade, já é o amanhã de hoje, ou seja, o hoje que teria então, se tornado ontem.&lt;br /&gt;- O que???&lt;br /&gt;- Nada, nada.&lt;br /&gt;Alguns anos se passaram e Írio já não se incomodava tanto com a dificuldade que as pessoas tinham em entendê-lo. Írio era feliz, ficava satisfeito com nada. Com algum esforço encontrava bastante nada no mercado de trabalho. Além disso, aprendera a tirar lucro do nada. Era convidado para dar palestras sobre nada, uma área pouco explorada até então.&lt;br /&gt;Nas férias, costumava freqüentar salas de espera de consultórios. Alguns pacientes o consideravam um exemplo, pois nunca tinham visto alguém numa sala de espera com tamanha serenidade e paz de espírito. Outros o invejavam pela mesma razão e desconfiavam dele e de toda aquela tranqüilidade aparente. Quando perguntavam a ele o que ele realmente estava fazendo ali, ele respondia, honestamente:&lt;br /&gt;- Nada.&lt;br /&gt;Mas ninguém acreditava nele. Não adiantava explicar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-1961722775742211274?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2008/02/rio-gostava-de-fazer-nada_25.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-9082869465108533162</guid><pubDate>Sun, 13 Jan 2008 21:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-13T13:16:22.110-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Crônicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram muitas crônicas. Papéis amassados. Cabelos amassados, olhos amassados. Tudo parecia amassado. Ele não escrevia mais. Porque queria dizer a ela que... Bom, ele queria dizer a ela que... &lt;br /&gt;Se ele soubesse as palavras, eu poderia escrevê-las aqui. O que ele disse, na verdade, foi que naquele momento, o desperdício do papel não era o mais importante. E em seguida amassou este parágrafo também. Só saiu aqui porque eu resgatei do arquivo “descartados, amassados, desprezados, deletados”. Não é muito, mas é o que ele escreveu, aquele louco. Jogando tudo fora, sempre. Como se nos erros não houvesse algo pra aproveitar.&lt;br /&gt;Mas enfim. Eram muitas crônicas. E muitas delas, amassadas. Muitas. E algumas delas saíam mais amassadas ainda, como esta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-9082869465108533162?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2008/01/crnicas-eram-muitas-crnicas.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-4498990868114409593</guid><pubDate>Sun, 13 Jan 2008 20:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-26T23:13:42.794-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meu sabiá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avisto um sabiá&lt;br /&gt;em árvores que a minha vista dá.&lt;br /&gt;E não é longe.&lt;br /&gt;É só olhar e ouvir, o canto soar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me perguntam, onde está?&lt;br /&gt;Dizem que daqui, não se vê nenhum sabiá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas todos ouvem, por aí, um sabiá cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se perguntam, onde está?&lt;br /&gt;E eu aponto:&lt;br /&gt;lá.&lt;br /&gt;E se perguntam:&lt;br /&gt;será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se só na minha vista houvesse um sabiá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é longe, é só olhar. E ouvi-lo cantar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-4498990868114409593?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2008/01/meu-sabi-avisto-um-sabi-em-rvores-que.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-4088540250539145571</guid><pubDate>Wed, 19 Dec 2007 17:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-11T20:57:07.214-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Horário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, ele é muito exigente. Um chato, mesmo. É verdade que há alguns momentos flexíveis. Quando acontece, nem parece que é o mesmo horário. E sempre tem uns horários tentando se passar por outros. É preciso estar atento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passamos por muita coisa, meu horário e eu. Trabalhos de faculdade atrasados, compromissos de última hora, e agora, o início das férias. Nos separamos, desde então. Foi um adeus meio curto, distante. Quase indiferente. Não vi mais meu horário. Cheguei a esquecer do horário por um tempo e quando percebi, já tinha me afastado dele, já não era mais a mesma coisa, fui um insensível. Agi como se ele nunca tivesse existido, entende? Eu realmente devo desculpas ao horário.&lt;br /&gt;Desculpa, horário. Eu quis manter contato. Até comprei um despertador. Sério. Também pensei em comprar um relógio de pulso e dar um basta nessa mania de olhar as horas só no celular. Mas é uma correria essa vida, não sobra tempo para horários.&lt;br /&gt;E não é só isso. Para ser bem franco, eu estou numa fase da minha vida em que não posso ter um horário. Simplesmente não dá. É complicado isso, mas é fato: preciso de mais liberdade, quero curtir mais a minha vida, sem horários. Viver uma fase, sei lá, atemporal. Não estou psciologicamente preparado para ter um horário, não agora. Agora não é hora de horário.&lt;br /&gt;Porque o importante não é ter um horário só pra ter e dizer que tem, entende? É preciso amar o horário, aceitar os defeitos dele, manter aquele clima. Mesmo porque, antes sem horário do que mal organizado. Ou seja, não é tão fácil: se há uma coisa que me irrita em horários é a obsessão pela exatidão, a inflexibilidade com atrasos, mesmo que pequenos. Aliás, o cerne do problema é esse, os horários não acompanham o ritmo de cada um, são uns egoístas. Só querem saber de si próprios e nos julgam pela pontualidade. Como se o ser humano pudesse abdicar de algo tão peculiar, que o diferencia dos outros animais, que é a capacidade de realmente se atrasar. Afinal, o homem é o único animal que marca as coisas, combina com exatidão os horários e esquece.&lt;br /&gt;Outra característica bastante peculiar e exclusiva do ser humano é a de ficar confuso com o óbvio. Ele marca um horário, chega em outro e pensa que ainda é o mesmo horário. Ou age como se fosse.&lt;br /&gt;- Mas você não falou cinco horas?&lt;br /&gt;- Falei! E agora são cinco e vinte e cinco!&lt;br /&gt;- Isso, é por aí, cinco, cinco e pouco...&lt;br /&gt;É provável que os seres humanos mais relativistas defendam a relação humano e horário, dizendo que a concepção de horário de cada um é um conceito absolutamente sagrado. Mas é óbvio que isso já é outro assunto. Então marquemos um horário pra gente se encontrar e conversar depois. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-4088540250539145571?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2007/12/horrio-s-vezes-ele-muito-exigente.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-693950912973607737</guid><pubDate>Fri, 02 Nov 2007 05:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-01T22:17:51.553-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Gaitas-de-fole&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ouvia gaitas-de-fole.&lt;br /&gt;Havia chuvas torrenciais&lt;br /&gt;e sóis nascendo em quatro direções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanheciam manhãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entardeciam dias e anoiteciam luas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo era,&lt;br /&gt;e fora,&lt;br /&gt;o tempo é,&lt;br /&gt;e será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lágrimas eram sorrisos&lt;br /&gt;de um júbilo tão triste...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza era a felicidade,&lt;br /&gt;a saudade, do nada que existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O infinito passava ainda mais,&lt;br /&gt;porque era lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E teus olhos me disseram:&lt;br /&gt;é,&lt;br /&gt;eu sei. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-693950912973607737?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2007/11/gaitas-de-fole-eu-ouvia-gaitas-de-fole.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-2770965931558333452</guid><pubDate>Wed, 24 Oct 2007 02:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-26T14:39:12.143-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conversando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, eu queria conversar comigo mesmo. E nada de nós nos encontrarmos, ando muito sem tempo. Mandei-me um email, que eu li correndo e nem me respondi. Pensei: vou me adicionar no msn. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nós nos encontramos então, no msn, eu e eu. E foi estranho, não porque era uma conversa de msn comigo mesmo, mas porque eu sou muito diferente de mim. Foi bom, pra me conhecer melhor e saber como lidar comigo. Mesmo assim, ficamos ambos surpresos e perplexos um com o outro. Nós não concordávamos em muita coisa e, claro que as pessoas são contraditórias, mas enxergar as próprias contradições é impactante.&lt;br /&gt;Mas o outro disse:&lt;br /&gt;- Que impactante, que nada. Você já sabia, disso tudo.&lt;br /&gt;- Eu não.&lt;br /&gt;- Sabia sim.&lt;br /&gt;- Eu não sabia de nada. É você que já sabia. Eu fiquei sabendo agora.&lt;br /&gt;- Sim. Mas você sou eu.&lt;br /&gt;Foi aí que eu descobri que tinha coisas que eu sabia e não sabia ao mesmo tempo. E que na verdade, era uma ignorância muito grande achar que eu era sempre inocente. Ou seja, passei a entender que chegar atrasado, por exemplo, não era necessariamente obra do acaso. Muitas vezes, o outro eu, com quem eu não conversava tanto, já sabia que eu ia me atrasar. Porque eu queria me atrasar. Mas ao mesmo tempo não queria. Então, era possível que dentro de mim co-existissem duas opiniões, de fato contraditórias. E que, de alguma forma, eu escolhia qual delas eu ia manter visível pra mim mesmo. Se alguém me perguntasse eu diria com convicção que não tinha intenção alguma de me atrasar.&lt;br /&gt;- Você queria ficar mais tempo na internet, vamos, confesse!&lt;br /&gt;- Não, não!!&lt;br /&gt;- Queria sim!&lt;br /&gt;- Mas eu queria chegar na hora!&lt;br /&gt;- Confessa logo, o papo estava bom e você não quis olhar no relógio!&lt;br /&gt;- Eu queria chegar na hora, você é que queria se atrasar!&lt;br /&gt;- Certo, certo. Eu admito isso. Mas você, meu caro, sou eu.&lt;br /&gt;- Eu nunca sei se eu fico feliz ou irritado quando você diz isso.&lt;br /&gt;- Sabe sim.&lt;br /&gt;- Chega!!&lt;br /&gt;Passei a discutir mais comigo mesmo, tentando antecipar a visão sobre as minhas intenções ocultas a mim. E ao discutir comigo, surgiu outro problema: eu sempre tinha razão e ao mesmo tempo nunca tinha. Em compensação, eu comecei a ficar mais matreiro:&lt;br /&gt;- Eu sei que você sabe que eu sei, que você sabe que eu sei o que eu sei.&lt;br /&gt;- Certo, certo. Mas isso não interessa.&lt;br /&gt;- Ah, não?&lt;br /&gt;- Claro que não. O que interessa é o que você vai fazer com o que você sabe.&lt;br /&gt;- Pois é. Tens razão. Mas isso eu ainda não sei.&lt;br /&gt;- É, isso eu já sabia.&lt;br /&gt;Essa mania de já saber tudo e não saber de nada me dava nos nervos. Ou não.&lt;br /&gt;- Eu sei o que você está pensando.&lt;br /&gt;- Claro que sabe. Você sou eu. Será que eu sempre tenho que te lembrar isso?&lt;br /&gt;- Não me enrola. To te sacando, cara.&lt;br /&gt;- Como é??&lt;br /&gt;- É isso aí. To te sacando, cara.&lt;br /&gt;- Ora, cale-se.&lt;br /&gt;- Não muda de assunto não. Eu já te saquei.&lt;br /&gt;- Pronto. Endoidou de vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-2770965931558333452?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2007/10/conversando-outro-dia-eu-queria.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-813689951588088049</guid><pubDate>Fri, 12 Oct 2007 22:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-13T01:36:11.713-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pássaro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando retumbava no céu&lt;br /&gt;o canto repetido, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;o ar era o pássaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pássaro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas distraído,&lt;br /&gt;senti que passavam ao léu,&lt;br /&gt;vistas do alto do monte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao raiar o dia,&lt;br /&gt;era um salto!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sobre a linha do horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passareavam as sinfonias das manhãs,&lt;br /&gt;e as vistas amanheciam sãs.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-813689951588088049?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2007/10/pssaro-quando-retumbava-no-cu-o-canto.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-6586572509021709430</guid><pubDate>Mon, 03 Sep 2007 20:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-09-03T14:55:12.156-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bem-te-vi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seis dias&lt;br /&gt;vimos em nós&lt;br /&gt;as horas mais tardias,&lt;br /&gt;ainda que sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sétima aurora&lt;br /&gt;não soube de ti&lt;br /&gt;e cada um foi embora&lt;br /&gt;seguir sua andança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é só me distrair&lt;br /&gt;que me vem a lembrança:&lt;br /&gt;Bem-te-vi! Bem-te-vi!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Bem-te-vi! Bem-te-vi!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-6586572509021709430?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2007/09/bem-te-vi-em-seis-dias-vimos-em-ns-as.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-1839614594289033584</guid><pubDate>Fri, 24 Aug 2007 02:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-24T13:17:11.658-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Barulhentos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não interessa se você é católico ortodoxo, católico carismático, protestante, pentecostal, evangélico, testemunha de Jeová, batizado, comungado, pastor, padre, bispo, papa ou qualquer outra autoridade religiosa cristã. Se você é barulhento, eu sou obrigado a ouvir as suas músicas, as suas pregações e os seus posicionamentos religiosos contra a minha vontade. Mas eu vos perdôo, porque não sabeis o que fazeis. Se soubesses, não o faríeis, claro. Mas vós o fazeis. Enfim. Vós não me amais.&lt;br /&gt;Tudo bem, porque eu vos amo. Como diz o poeta brasiliense, é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar, vai imaginar aquele barulho todo acontecendo de novo no final de semana que vem e pode acabar pensando em fazer algo pouco cristão. Mas o fato de eu ser assim, fraternal, iluminado e espiritualmente superior, não significa que eu aprove vossa conduta barulhenta. Até onde eu sei, Jesus não gritava nos ouvidos do próximo. Aliás, suas palavras certamente não teriam o mesmo efeito:&lt;br /&gt;- AMAI AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;Os discípulos entreolham-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Por que ele está gritando?&lt;br /&gt;- Mestre, por que gritas?&lt;br /&gt;- E A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS!!!!!!!!!!!!! ESTÁS OUVINDO?!?!?!? A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS!!!!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;É difícil encontrar novas intersecções religiosas entre as dissidências cristãs. No entanto, hoje em dia há os “barulhentos” e qualquer dissidência cristã pode se adequar à prática.&lt;br /&gt;- Eu sou evangélico da pastoral.&lt;br /&gt;- Ahn. Bom, eu sou católico ortodoxo.&lt;br /&gt;- Sei...&lt;br /&gt;Fica aquele clima. Mas...&lt;br /&gt;- Mas eu sou católico ortodoxo barulhento.&lt;br /&gt;- Você é barulhento!?!?&lt;br /&gt;- Sim!!&lt;br /&gt;- Eu também!!!&lt;br /&gt;E os dois saem abraçados às gargalhadas, à procura de um microfone ou amplificador.&lt;br /&gt;A origem dos “barulhentos” pode ser explicada pela simples observação da história. São resultado das dificuldades dos primeiros pregadores que, defronte ao aumento de fiéis, precisavam gritar para serem ouvidos pelas multidões. Ou talvez façam parte dos cristãos mais remotos que eram obrigados a se esconder e realizar suas cerimônias em catacumbas: agora, berram nos microfones só por vingança.&lt;br /&gt;Os barulhentos são inovadores. “Não roubarás”, por exemplo, tem lá suas exceções: é permitido roubar o silêncio e a paz alheia, uma vez que, não há como saber se o silêncio do próximo significa que está sendo iluminado por um anjo ou que está mergulhando nas trevas, tentado pelo demônio. Na dúvida, melhor ser barulhento e salvar mais uma alma.&lt;br /&gt;- Irmão, estou tentando pensar um pouco. Que barulheira é essa?&lt;br /&gt;- É que esse silêncio todo me deixou preocupado!&lt;br /&gt;- Mas foram só cinco minutos!&lt;br /&gt;- Você devia se envergonhar!!!&lt;br /&gt;- Mas foram só cinco minutos!!&lt;br /&gt;- Tá bom, eu não conto pra ninguém.&lt;br /&gt;Mas não se trata de muitos ou poucos minutos. Os barulhentos devem estar em constante alerta. E por conseqüência, todos à sua volta também. Afinal, até onde se sabe, “não matarás” se refere ao próximo e não ao silêncio. E também não há nenhum mandamento dizendo “não incomodarás”. Mas há um problema: o silêncio é imortal. Toda vez que cessa o barulho, ele reaparece, tão silencioso quanto antes. É preciso vigiar. E dormir com a televisão no volume máximo, só pra garantir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-1839614594289033584?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2007/08/barulhentos-no-interessa-se-voc-catlico.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-4036454438792838385</guid><pubDate>Fri, 06 Jul 2007 00:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-05T17:15:40.296-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Autêntico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sempre tinha reações inesperadamente autênticas. &lt;br /&gt;- Será que o senhor poderia me dar uma informação...&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;Só depois de dizer mais algumas palavras sobre a informação que queriam é que as pessoas entendiam, e assimilando a primeira resposta, confusas, perguntavam:&lt;br /&gt;- Não?&lt;br /&gt;Ao que ele confirmava:&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;Já acostumado com a confusão mental que causava a resposta, ele acrescentava:&lt;br /&gt;- Estou dizendo que não posso lhe dar a informação... Não que você vá ficar sem ela. Você pode perguntar pra outra pessoa.&lt;br /&gt;Teve alguns problemas na escola. Dele saíam respostas obscuras, revolucionárias, infames, desconexas e, algumas vezes, triviais. Ou tudo isso junto:&lt;br /&gt;- A professora me pergunta quando morreu Tiradentes. Pois eu, professora, lhe pergunto quando ele nasceu, onde foi criado e se foi feliz.&lt;br /&gt;Quando chegou a época de fazer vestibular, alguns amigos sustentavam a idéia de que suas respostas alternavam entre sarcásticas e sérias. Outros diziam que era impossível distinguir.&lt;br /&gt;- Vai fazer vestibular pra que?&lt;br /&gt;- Pra testar a minha inteligência. Inclusive, sonhei com isso ontem.&lt;br /&gt;Ele sempre parava para explicar a quem fosse mais insistente que, o que ele queria mesmo era passar pra Psicologia.  E depois, é claro, queria conseguir transferência para Sociologia ou Engenharia Civil. Quando percebia a confusão instalada na expressão das pessoas, ele dizia:&lt;br /&gt;- É que assim eu sei que vai ser divertido. Mesmo.&lt;br /&gt;Anos depois, numa entrevista de emprego, seu entrevistador faz a primeira pergunta padrão:&lt;br /&gt;- Por que o senhor quer este emprego?&lt;br /&gt;- Sabe, você tem razão. Pra quê? E talvez você devesse repensar isso também. Você não me parece muito feliz.&lt;br /&gt;Na fila do banco, quando chegava a vez dele, dizia alguma coisa à moça do caixa e voltava pro final da fila. Depois de umas duas horas, foi abordado pelo segurança:&lt;br /&gt;- Com licença... o senhor não pode ficar aqui...&lt;br /&gt;- O senhor é que não pode, esta fila é para clientes.&lt;br /&gt;Levado pelo braço, na porta ele grita para a moça do caixa:&lt;br /&gt;- Amanhã eu volto pra conversarmos com mais calma!!&lt;br /&gt;A vertente dos amigos que considerava suas respostas oscilantes entre sarcásticas e sérias, não teve dúvidas. Aquilo era um gesto romântico. A vertente que dizia ser impossível distinguir entre uma coisa e outra, resolveu concordar. Afinal, era isso ou ser obrigado a classificar o caso como patológico.&lt;br /&gt;No dia seguinte ele estava lá, cumprimentou o segurança e pediu desculpas. Não pela conduta pouco convencional, é claro. O motivo da retratação era ter pressuposto que o segurança não era cliente do banco. Dito isso, voltou pra fila, conseguiu o telefone da moça. Não o número, o aparelho. Disse que precisava muito ligar pra ele mesmo, de outro celular. Mais à noite, depois do serviço, ela atende ao telefone e ele vai logo dizendo:&lt;br /&gt;- Estou retornando a minha ligação. Eu gostaria de falar comigo. Mas eu ainda não estou aí, eu sei. Onde você está?&lt;br /&gt;Depois de vê-lo com a namorada, uns estavam certos de que ele era um romântico incompreendido, outros diziam que ele era só louco mesmo, outros afirmavam que suas reações eram excêntricas e que ele não tinha mudado nada desde a época do vestibular.&lt;br /&gt;A namorada era simpática, um tanto reservada, parecia não se incomodar com o jeito dele e não comentava nada durante as conversas em que tentavam decifrá-lo. Todo aquele silêncio da moça do caixa só tornava o assunto mais intrigante e deixava os amigos sem jeito de perguntar o que ela pensava afinal. Até o dia em que alguém tomou coragem pra tentar satisfazer a curiosidade do pessoal:&lt;br /&gt;- Escuta, posso te fazer uma pergunta?&lt;br /&gt;E a moça:&lt;br /&gt;- Não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-4036454438792838385?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2007/07/autntico-ele-sempre-tinha-reaes.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>13</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-8147527337848660997</guid><pubDate>Fri, 06 Jul 2007 00:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-05T22:35:27.771-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;* Então pessoal, pra quem lê os poemas, "Tu que lês" é uma poesia que termina com vírgula pra que possa ser lida de baixo pra cima também. Eu ia esperar mais pra dar a dica mas devo ficar sem acesso à internet por um tempo. Mas até o dia 17 ou 18 estou de volta! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abraços!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-8147527337848660997?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2007/07/ento-pessoal-pra-quem-l-os-poemas-tu.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20167762.post-2107746979860291635</guid><pubDate>Mon, 02 Jul 2007 01:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-01T18:53:43.281-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tu que lês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu senti tua vontade.&lt;br /&gt;Tu que lês,&lt;br /&gt;que quer uma dor&lt;br /&gt;ou uma idéia&lt;br /&gt;de amor.&lt;br /&gt;Ou só uma rima&lt;br /&gt;Ou ausência dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queres uma visão da vista&lt;br /&gt;da minha janela.&lt;br /&gt;Ou da vida&lt;br /&gt;que é bela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu sinto tua ironia,&lt;br /&gt;tua distância…&lt;br /&gt;Não vás, fica aqui.&lt;br /&gt;Lê.&lt;br /&gt;Não é minha vista, bela ou feia,&lt;br /&gt;o que te faz sorrir,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu que lês,&lt;br /&gt;só pra terminar e ter lido;&lt;br /&gt;Lê outra vez,&lt;br /&gt;Lê como do tronco se sobe às folhas.&lt;br /&gt;E lá sim, avista do alto:&lt;br /&gt;Mas antes escala.&lt;br /&gt;a poesia, montanhosa.&lt;br /&gt;O final é começo o começo é fim,&lt;br /&gt;Tu que lês alcanças o céu&lt;br /&gt;Assim,&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20167762-2107746979860291635?l=caerojas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://caerojas.blogspot.com/2007/07/tu-que-ls-eu-senti-tua-vontade.html</link><author>noreply@blogger.com (Caetano Rojas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item></channel></rss>